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Na busca de melhores oportunidades no mercado, tem inicio um projeto pioneiro de criação de salmão em jaulas fabricadas com malhas de cobre. |
O projeto de cultivo de salmões sob o sistema “offshore” é a criação de um grupo empresarial emprestou US$ 40 milhões de bancos noruegueses para construir seis centros de cultivo que cobririam 1.317 hectares localizados na Boca do Guafo, comuna de Quellón (sul do Chile).
Os centros de cultivo convencionais lidam com perdas devido aos ataques de vírus e bactérias, que eliminam cardumes inteiros de peixes. Já o novo projeto contempla a construção de jaulas com malhas de cobre, com os benefícios gerados por este material.
Graças às características do cobre, as malhas permitem uma maior oxigenação (não formam fouling), reduzem a concentração de patógenos, eliminam fungos e mofos e tornam inativas as partículas virais, além de evitarem a fuga de peixes e ataques de predadores. São 100% recicláveis e geram menos emissões de CO2 ao meio ambiente.
“São jaulas circulares de cem metros de diâmetro, localizadas em zonas expostas, que são pouco usadas pela indústria, mas muito indicadas pelas condições de biosegurança e oxigenação”, destaca Rodrigo Sánchez, gerente da Ecosea Farming, empresa que fornecerá as malhas de cobre para o projeto.
A Aquícola Tripanko é a empresa que colocará em funcionamento o projeto, que atualmente está à espera dos resultados do Sistema de Avaliação de Impacto Ambiental. Omar Güenul, CEO da companhia, comentou que a construção de jaulas em águas profundas foi idealizada para abordar os temas sanitários que têm prejudicado a indústria nos últimos tempos.
"Esta seria a primeira experiência deste tipo na área, a criação de salmão
em águas profundas e oceânicas sob tecnologias e condições especiais, o que poderia impedir o surgimento de doenças ocasionadas por fortes correntes marítimas”, expressou o site norueguês www.Fishfarming.com
Experiência mundial
Sistemas similares foram aprovados em outros países e atualmente funcionam com sucesso no Alaska, Canadá, Escócia e Noruega.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), 45% da pesca consumida no mundo é proveniente de centros de cultivo, o que equivale a mais de 50 milhões de toneladas. No entanto, estima-se que para 2030 o volume duplicará devido à crescente demanda de consumo da população.
Ao contrário do que muitos pensam, a piscicultura na América Latina remonta aos tempos pré-modernos. Há evidências de que a cultura Maia desenvolveu um sistema de produção controlada de peixes em piscinas naturais.
A aquicultura tem crescido de forma significativa no Brasil, Colômbia,
Chile, Equador, México e Peru. Na Argentina, entretanto, as condições atmosféricas impedem a criação de peixes em grande escala.
Fontes: UPI, International Copper Association.
Contato:
Ximena Zaninovic: xzaninovic@jana.cl
Soledad Zúñiga: szuniga@jana.cl