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A força condutora dos veículos híbridos
 
A força condutora dos veículos híbridos

O cobre continua tendo um importante papel na nova tecnologia automotiva.

Começou como um conceito de engenharia no início do século XXI – o sonho dos carros híbridos colocados nas exposições de automóveis para medir a reação do público e o potencial de mercado. Mas em poucos anos (um piscar de olhos em termos do desenvolvimento automotivo), os híbridos evoluíram a uma das tendências mais importantes neste sentido.

Vários componentes entraram em cena no avanço desta tecnologia, mas um elemento em particular, o cobre, foi indispensável para impulsionar os veículos híbridos.

Segundo o engenheiro-chefe da General Motors, Tim Grewe, “o cobre tem dois importantes papéis nos híbridos: funcionam com eletricidade ( assim você necessita de grandes quantidades de cobre no motor e na bateria) e torna os híbridos viáveis comercialmente”.

Os veículos e seus componentes eletrônicos devem ser suficientemente robustos para durar anos e  muitos quilômetros rodados , diferentemente dos produtos eletrônicos, que permanecem estáticos em seu ciclo de vida. Grewe aponta que em muitos dos componentes dos carros híbridos, incluindo motores elétricos e os circuitos eletrônicos que os regularizam, fabricantes como a GM usam um peso considerável de chapas de cobre.

“O uso de cerca de meio quilo de cobre nos permite padronizar os sistemas de produção, o que é um custo estável”, diz Grewe. Agora que as linhas de produção estão em desenvolvimento, a General Motors planeja aumentar seu número atual de modelos híbridos de 6 para 15 em 2012.

O sistema híbrido Two-Mode da GM é um exemplo do progresso nesta área. Ele inclui dois poderosos motores elétricos de cobre entre os eixos dianteiros, o que permite veículos ainda maiores (como SUVs ou caminhões de tração) operarem a 50 km/h utilizando só a força elétrica. Como a velocidade aumenta, a turbina convencional de um veículo se esgota, mas o poder elétrico suplementar continua melhorando a economia de combustível enquanto se recarregam as baterias. Este sistema foi recentemente reconhecido com um respeitável prêmio oferecido aos avanços da tecnologia na indústria, no ano de 2008.

Os outros fabricantes de carros híbridos também não ficam parados. Na mostra de Detroit em janeiro deste ano, a Ford apresentou um novo sedan de fusão híbrida, que vence seus rivais oferecendo o equivalente a  24 km/ litro e que funciona no modo elétrico com uma velocidade de 75km/h.  Assim como a GM, a Ford busca um número de veículos de propulsão alternativa que se encontra em diferentes fases de desenvolvimento. Outro fabricante, a Honda, também se antecipou à demanda e introduziu em abril de 2008 um segundo modelo híbrido, o Insight.

A Toyota, líder e pioneira na tecnologia híbrida, apresentou uma terceira geração Prius para o ano de 2010, que terá 50 mpg. Mais de um milhão de unidades do Prius foram vendidos em todo o mundo desde sua introdução no mercado em 1997.

Wade Hoyt, gerente de Assuntos Públicos da Toyota em Nova Iorque, enfatizou a contribuição do cobre ao modelo Prius. “O cobre é usado em nossos dois motores elétricos, o que é muito importante na condução de sinergia híbrida”. 

As contas da Prius representam 75% das vendas de híbridos da Toyota. De acordo com o Centro de Dados de Novos Automóveis, ela continua com a liderança do mercado com 241.405 carros vendidos de um total de 315.761 híbridos comercializados em 2008. A única companhia que aumentou suas vendas de híbridos (quase três vezes) em 2008 foi a General Motors, que vendeu 14.439 híbridos (foram 5.175 no ano anterior).

O desenho híbrido, junto com outras tecnologias automotivas, entrou em um período de rápido avanço, mas a indústria assegura que, independente de como evoluírem os veículos no futuro, o cobre continuará sendo um componente primordial.

“O mercado híbrido ainda é relativamente jovem”, diz o gerente de Comunicações Híbridas da GM, Brian Corbett. “Ainda está crescendo e é difícil dizer se já foi totalmente explorado. Faz parte de um mercado com muitas projeções”. Corbett ressalta que os híbridos só alcançaram 3% do mercado em 2008, mas dentro da próxima década ele prevê que essa porcentagem aumentará 15% ou mais.

“Em 2000 havia uma visão muito pequena dos carros” afirma Corbett. “Eram veículos com finalidades restritas e um pouco estranhos, mas agora há uma seleção mais agradável ao público, o que não é apenas uma questão de imagem”.

A indústria do cobre, que produz uma ampla seleção de componentes elétricos e eletrônicos e é uma fornecedora chave para os fabricantes de carros, foi a maior impulsora do desenvolvimento híbrido.

“As crescentes ações do mercado de veículos híbridos têm um impacto positivo no cobre”, diz Robert Weed, vice-presidente da Copper Development Association de Detroit. “O cobre ainda é o material mais eficiente e preferido para a condução de eletricidade”.

Inovações como os híbridos e todos os carros elétricos e seus painéis requerem soluções novas de engenharia, e para esses produtos há projetos em cobre e organizações, como a Copper Development Association, que facilitam a sua produção. A associação desenvolveu no motor de cobre um componente elétrico usado para o que talvez seja o veículo mais inovador da atualidade: o Tesla Roadster.

Como afirma Bob Weed, da Copper Development Association: “O cobre atualmente tem um papel muito importante em todos os sistemas de cabo, motores elétricos e serviços de armazenamento de bateria de nossos veículos, e esperamos que isso continue nos próximos anos”.

 

Fonte: http://www.msnbc.msn.com/id/29012561/


 
 
 
 
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