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O laboratório da Universidade de Luxemburgo para Fotovoltáicos produz sua primeira película fina de células solares de cobre, índio, gálio e selênio (CIGS), com 12% de eficiência. |
Os pesquisadores do laboratório dizem que as películas finas de células solares são a próxima geração de energia e esperam que sejam consideravelmente mais baratas porque necessitam menos material e energia em sua produção, se comparadas aos atuais módulos fotovoltáicos.
A maioria dos painéis solares fotovoltáicos fabricados na atualidade é feita com silício policristalino, cujo processo é muito caro. Até o ano passado existiam somente 12 fábricas deste material em todo o mundo.
Com a busca de um novo material com a mesma eficiência foi criado um novo estilo de painéis solares que está ganhando cada vez mais terreno: os CIGS, painéis feitos com cobre, índio, gálio e selênio.
Há diversos centros de pesquisa, como o de Luxemburgo ou da Califórnia, que estão desenvolvendo soluções de baixo custo para o método de processamento destes painéis.
Yang Yang, professor da UCLA, publicou um estudo na revista Thin Solid Films no dia 7 de julho, no qual demonstrou como desenvolveu, em conjunto com outros pesquisadores, um processo de baixo custo para fabricar estes painéis em grande escala. “Os materiais baseados em CIGS podem demonstrar uma eficiência muito alta”, disse William Hou, que faz parte da equipe. “Já foram demonstrados níveis próximos de 20%, porém o processo de fabricação ainda é caro”.
Atualmente, a maioria dos painéis solares CIGS é produzida utilizando uma técnica de evaporação a vácuo chamada coevaporação, que é cara e demora muito tempo. Os elementos ativos cobre, índio, gálio e selênio são aquecidos e depositados sobre uma superfície a vácuo.
No entanto, utilizar este método em grande escala (comercialmente) é bastante difícil e complicado.
Cálculos otimistas defendem que algo assim poderia ser desenvolvido no período de quatro anos Parece que a boa ciência leva tempo.
Fonte
http://www.compoundsemi.com